quinta-feira, 7 de junho de 2007

Melhor de ler!

Revendo a postagem de "CACOS", de Diniz Neto,
vi que está difícil de visualizar o texto.
É muito bonito para se perder...
Aí está:



CACOSDiniz Neto
Compreender assim a nossa alma.
Nosso corpo é feito de pedaços e,
para entender nossa alma,
é preciso quebrá-la.
Talvez.
Seria ao acaso que nos dividimos?
Ou apenas nos permitimos a essas aventuras
nas quais nos perdemos para voltarmos depois, veleiros,
lentamente, passo a passo,
mão a mão, palavra a palavra,
solidão a solidão - para fazer nascer então novos sentimentos, nova pele, novos rumores, ardores, amores.
Sim, não somos só um.
Somos milhares, milhões de pedaços, desde a noite de amor que nos trouxe até aqui,
até esse incessante caminhar.
E por assim, tão múltiplos,
conseguimos refletir o brilho dos pensamentos, os sons dos desejos,
os passos da agonia,
os gritos de cada abandono e de todos os abraços.
Vem sentar comigo,
silencia teu poema para fazer nascer aqui a noite - ela também feita dos cacos das estrelas
furando persistente o tapete infinito da escuridão.

26/08/2005

Um comentário:

Diniz Neto disse...

Um deserto de céu e mar me envolve nesse meio dia. Ondas de areia misturadas com estrelas secas arranham a pele a sangram a alma.
A solidão é uma nuvem de chumbo, nevoeiro de dor e saudade.
Nossos olhos são faróis únicos que eu procuro. Sigo tuas palavras para sentir teus passos. Tuas mãos são portas para o nosso porto, nosso abraço.
Espero um tempo dentro do tempo, além das horas, onde a gente possa ficar duas eternidades lado a lado, respirando apenas amor, encantamento e luz.