segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Um texto extraído do Blog "Tudo Torto"
Não escrevo o real. Nem tudo que se faz em palavras foi vivido. Tornar o real imaginável. Às vezes fica difícil separar o que me pertence e o que foi criado. Mas não quero uma verdade inventada. Não quero uma vida de palavras vazias que preenchem o espaço que eu mesma deixei. Quero a vida, justa ou não. Quero o caos, a turbulência, a dor. Quero o medo, quero a paz, o amor. Não quero transformar em vida o que foi palavra. Mas escrever em memórias as histórias que ensaiei.
_________________________
_________________________
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
E S P I R A L
Gilia GerlinG
PENSO, SINTO E QUERO.
Sei que é quase uma trilogia
Sei que é quase um testamento
Sei que é quase um veredito.
Sei que sei e isso assusta.
Assusta porque é real e porque é utopia.
Mas não assusta por ser distante,
pois distante é mais que longe
e longe é mais distante que podemos estar.
E aonde não podemos estar é impotência, sufoco e saudade.
Assusta é não podermos ser mais nem menos do que tudo isso,
porque somos tudo aquilo que ansiamos e que podemos ser
e tudo que ansiamos e que podemos é
PENSAR, SENTIR E QUERER.
(21/04/1996 - 05:20)
Gilia GerlinG
PENSO, SINTO E QUERO.
Sei que é quase uma trilogia
Sei que é quase um testamento
Sei que é quase um veredito.
Sei que sei e isso assusta.
Assusta porque é real e porque é utopia.
Mas não assusta por ser distante,
pois distante é mais que longe
e longe é mais distante que podemos estar.
E aonde não podemos estar é impotência, sufoco e saudade.
Assusta é não podermos ser mais nem menos do que tudo isso,
porque somos tudo aquilo que ansiamos e que podemos ser
e tudo que ansiamos e que podemos é
PENSAR, SENTIR E QUERER.
(21/04/1996 - 05:20)
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Lindo!
PERGUNTO-TE ONDE SE ACHA A MINHA VIDA
Cecília Meireles
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
_______________________________________
(Clique no título da postagem para ler mais Cecília Meireles)
Cecília Meireles
Pergunto-te onde se acha a minha vida.
Em que dia fui eu. Que hora existiu formada
de uma verdade minha bem possuída
Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada.
E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida
por esperanças hereditárias? E de cada
pergunta minha vai nascendo a sombra imensa
que envolve a posição dos olhos de quem pensa.
Já não sei mais a diferença
de ti, de mim, da coisa perguntada,
do silêncio da coisa irrespondida.
_______________________________________
(Clique no título da postagem para ler mais Cecília Meireles)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
domingo, 13 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
terça-feira, 1 de setembro de 2009
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
terça-feira, 11 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 14 de julho de 2009
Antropologia - Ousar para reiventar a humanidade
Transcrevo um "trecho-preciosidade" de Juvenal Arduini,que faz parte de seu livro que tem o nome igual ao título da postagem. Clicando alí você segue direto para um release do livro que, atualmente, é meu livro de cabeceira.
O trecho que escolhi me tocou profundamente. Compartilho com vocês.
______________
"Esperança antropológica é o ser humano nômade. Desloca-se. Desdobra-se. Inventa-se. Deixa de ser o que era para chegar a ser o que ainda não é. A esperança abre espaço ao pensar, ao decidir, ao buscar, ao mudar. É gênese. O homem-esperança é o peregrino que caminha, é o artífice que tece o existir. Se nao houvesse esperança, o homem seria tempo fechado. Estacionário. Sem esperança, não se vive, não se trabalha, não se inova.
Esperança é também fibra ontológica. A esperança ontológica embasa a esperança antropológica. Não basta ter esperança. É preciso ser esperança. O homem vive de esperança, acredita na esperança, mas sobretudo é esperança. Esperança é o salto do devir existencial." - Juvenal Arduini
O trecho que escolhi me tocou profundamente. Compartilho com vocês.
______________
"Esperança antropológica é o ser humano nômade. Desloca-se. Desdobra-se. Inventa-se. Deixa de ser o que era para chegar a ser o que ainda não é. A esperança abre espaço ao pensar, ao decidir, ao buscar, ao mudar. É gênese. O homem-esperança é o peregrino que caminha, é o artífice que tece o existir. Se nao houvesse esperança, o homem seria tempo fechado. Estacionário. Sem esperança, não se vive, não se trabalha, não se inova.
Esperança é também fibra ontológica. A esperança ontológica embasa a esperança antropológica. Não basta ter esperança. É preciso ser esperança. O homem vive de esperança, acredita na esperança, mas sobretudo é esperança. Esperança é o salto do devir existencial." - Juvenal Arduini
sexta-feira, 19 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
INSANA LUCIDEZ
Minha lucidez não tem modos nem acontece em sutilezas.
Minha lucidez tem disfarces que nem eu mesmo reconheço.
Se peço a ela que se manifeste, apenas com um leve aceno em minha alma,
ela busca meu olho e se instala em meu olhar.
Se digo a ela que me esqueça um pouco,
ela procura as janelas da minha mente,
entra por todas e se debruça, desafiante,
para ensaiar seu pouso.
Então, em vôo liberto,
inventa paisagens,
canta canções,
rascunha retratos,
vasculha minha vida
e novamente se instala.
Minha lucidez gargalha.
Minha razão avisa:“Cuidado!”
Mas não tenho argumentos de fuga, nem álibi para encontro.
Apenas me encanto,
me divirto e, em cenários absurdos,
espalho pedaços do meu eu
deixando rastros para as duas.
________
INSANA LUCIDEZ
Gilia GerlinG
-Em 04/11/2007-
Minha lucidez tem disfarces que nem eu mesmo reconheço.
Se peço a ela que se manifeste, apenas com um leve aceno em minha alma,
ela busca meu olho e se instala em meu olhar.
Se digo a ela que me esqueça um pouco,
ela procura as janelas da minha mente,
entra por todas e se debruça, desafiante,
para ensaiar seu pouso.
Então, em vôo liberto,
inventa paisagens,
canta canções,
rascunha retratos,
vasculha minha vida
e novamente se instala.
Minha lucidez gargalha.
Minha razão avisa:“Cuidado!”
Mas não tenho argumentos de fuga, nem álibi para encontro.
Apenas me encanto,
me divirto e, em cenários absurdos,
espalho pedaços do meu eu
deixando rastros para as duas.
________
INSANA LUCIDEZ
Gilia GerlinG
-Em 04/11/2007-
sábado, 13 de junho de 2009
Hoje, aniversário de Fernando Pessoa!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
sábado, 30 de maio de 2009
terça-feira, 26 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
O INACABADO QUE HÁ EM MIM
E daí que ontem, mal tinha terminado o dia 21, dia dos meus 57 anos, quando encontrei o texto abaixo como aquelas felizes "coincidências."
Gostei do título do texto...cliquei e era, exatamente, o que eu gostaria de dizer de mim.
Compartilho com vocês!
_____________________________________________
O INACABADO QUE HÁ EM MIM
Pe. Fábio de Melo
Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
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Gostei do título do texto...cliquei e era, exatamente, o que eu gostaria de dizer de mim.
Compartilho com vocês!
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O INACABADO QUE HÁ EM MIM
Pe. Fábio de Melo
Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina.
Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo,
O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Hoje, 21 de maio, completo 57 anos!
ANIVERSÁRIO
Gilia GerlinG
O tempo passou, meus planos mudaram.
Continuo a mesma, mas não sou mais aquela.
O azul não é mais a cor preferida, mas amo a cor do céu.
E a face perdida,
que eu buscava em tudo,
estava dentro de mim, bem atrás dos meus olhos,
sorrindo e enfeitada de respostas,
pronta pra saltar do chão pra cima,
como nunca pensei que iria ficar mais que um dia.
E agora, É assim.
E não, ESTÁ assim.
É assim como uma força,
feita de mim,
que mais parece pedra e terra em jardim.
___________________________________________________________
Escrevi em 21 de maio de 2000...mas continua atual!
Gilia GerlinG
O tempo passou, meus planos mudaram.
Continuo a mesma, mas não sou mais aquela.
O azul não é mais a cor preferida, mas amo a cor do céu.
E a face perdida,
que eu buscava em tudo,
estava dentro de mim, bem atrás dos meus olhos,
sorrindo e enfeitada de respostas,
pronta pra saltar do chão pra cima,
como nunca pensei que iria ficar mais que um dia.
E agora, É assim.
E não, ESTÁ assim.
É assim como uma força,
feita de mim,
que mais parece pedra e terra em jardim.
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Escrevi em 21 de maio de 2000...mas continua atual!
terça-feira, 19 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
quarta-feira, 6 de maio de 2009
"SEITA" __ Lenine De Carvalho
SEITA
Lenine de Carvalho
Fundarei um dia,
Minha própria seita.
E a seguirei,
Em paz comigo mesmo
E com as coisas que me cercam...
Será uma seita simples,
Que não apregoará
Verdades absolutas
Mesmo porque elas não existem,
Nem ameaçará ninguém
Com castigos ou arrependimentos eternos,
Porque nada é eterno.
Tampouco se preocupará
Em estabelecer uma linha divisória
Entre o Bem e o Mal,
O Certo e o Errado,
Pois essas são coisas
Sobre as quais
Duas pessoas nunca estarão de acordo...
Minha seita determinará,
Que todos deverão ser felizes,
Que nada será proibido,
Desde que ninguém saia ferido.
E se houver uma lágrima,
Que seja de alegria, ou emoção,
Nunca de tristeza...
Um dia, fundarei uma Seita,
Mesmo que seja eu,
Seu único seguidor!...
Lenine de Carvalho
Fundarei um dia,
Minha própria seita.
E a seguirei,
Em paz comigo mesmo
E com as coisas que me cercam...
Será uma seita simples,
Que não apregoará
Verdades absolutas
Mesmo porque elas não existem,
Nem ameaçará ninguém
Com castigos ou arrependimentos eternos,
Porque nada é eterno.
Tampouco se preocupará
Em estabelecer uma linha divisória
Entre o Bem e o Mal,
O Certo e o Errado,
Pois essas são coisas
Sobre as quais
Duas pessoas nunca estarão de acordo...
Minha seita determinará,
Que todos deverão ser felizes,
Que nada será proibido,
Desde que ninguém saia ferido.
E se houver uma lágrima,
Que seja de alegria, ou emoção,
Nunca de tristeza...
Um dia, fundarei uma Seita,
Mesmo que seja eu,
Seu único seguidor!...
sexta-feira, 24 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Porto Alegre fazendo 237 anos de muita Vida!!!
Clique no título da postagem e veja um breve e lindo vídeo sobre Porto Alegre!
quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
O POTE DOS SILÊNCIOS
No início da semana adquiri um novo livro
de poemas de Jaime Vaz Brasil: "Os Olhos de Borges."
Os poemas estão lindos e o livro vem acompanhado de um excelente CD
com os poemas musicados e algumas declamações. Me encantei com o "Pote
dos Silêncios," escrevi ao autor, que me autorizou a postagem aqui.
Mais sobre o poeta você encontra clicando no título da postagem.
Ele tem um site super agradável com muitas "joias."
Boa leitura!
_____________________________________________
O Pote dos Silêncios
Jaime Vaz Brasil
Quem abriu
O pote dos silêncios?
Quem
Na redondeza nos diria
Dessa casa tão vazia?
Nem o ar suspira
Entre as paredes.
Só se respira aqui
O timbre cinza do abandono.
As horas têm sono
os dias têm sono
o sono tem fome de si.
Nos armários do tempo
Trancou-se o futuro.
Onde as pessoas
desse lugar?
Quem escreveu tão a fundo
Na alma velha da casa
A palavra solidão?
Parece que a tristeza
Espalmou a sede
No pote dos silêncios...
Mas quem na redondeza
Nos diz
De um assombroso milagre;
quem na redondeza
nos fala
da pequena flor do campo
teimosa
branca e viva
no chão batido da sala?
de poemas de Jaime Vaz Brasil: "Os Olhos de Borges."
Os poemas estão lindos e o livro vem acompanhado de um excelente CD
com os poemas musicados e algumas declamações. Me encantei com o "Pote
dos Silêncios," escrevi ao autor, que me autorizou a postagem aqui.
Mais sobre o poeta você encontra clicando no título da postagem.
Ele tem um site super agradável com muitas "joias."
Boa leitura!
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O Pote dos Silêncios
Jaime Vaz Brasil
Quem abriu
O pote dos silêncios?
Quem
Na redondeza nos diria
Dessa casa tão vazia?
Nem o ar suspira
Entre as paredes.
Só se respira aqui
O timbre cinza do abandono.
As horas têm sono
os dias têm sono
o sono tem fome de si.
Nos armários do tempo
Trancou-se o futuro.
Onde as pessoas
desse lugar?
Quem escreveu tão a fundo
Na alma velha da casa
A palavra solidão?
Parece que a tristeza
Espalmou a sede
No pote dos silêncios...
Mas quem na redondeza
Nos diz
De um assombroso milagre;
quem na redondeza
nos fala
da pequena flor do campo
teimosa
branca e viva
no chão batido da sala?
sábado, 14 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
"Receita" de bem viver!
VOLTEI!
Desde o dia 19 de fevereiro não posto nada aqui!
Estava com problemas no meu navegador.
Me fez falta a navegação!!!!!!
Ele tinha razão: "Navegar é preciso."
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
O meu "M"

_____________________________________________________________________
Se você quiser ver minhas outras letras, elas estão no meu
E Book "LETRARTES."
É só clicar no título da postagem, na ilustração ou aqui mesmo.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Mais Nei Duclós
Pessoas que visitam meu Blog: Eu soube hoje, pelo próprio autor Nei Duclós, que o poema que postei no sábado está fazendo 40 anos!
Fiquei muito emocionada quando soube disso porque aquele poema cala fundo em mim, desde que o li pela primeira vez, e lá se vão possivelmente também uns 40 anos.
Sinceramente, acho que Nei Duclós deve ser mais lido, visitado, revisitado, habitado, citado, consagrado, etc.,etc.
Ele não me conhece, mas desde que li "OUTUBRO", em 1975 não deixei de me referir a ele como um poeta essencial. Gosto demais, quando ele diz : "Lento e bruto mudo. Sei que vem outubro."
Desde então, eu acesso essa frase para renovar forças, entender fraquezas, enfim, é uma frase de referência para mim. Não tenho como, nem porque explicar, AQUI, tamanha importância e impacto dessa frase em mim, mas tenho como e porque citá-lo uma ou mais vezes, AQUI!
Hoje, para iniciar a semana, estou postando outro poema dele. Mais um, que vale a pena ler, reler e reter!
Mais do poeta pode ser encontrado no link da postagem do poema anterior, "Carta ao Amigo."
Boa semana a todos!
_______________________________
SALVAÇÃO
Nei Duclós
Estar a salvo
não é se salvar
Como um navegador
que vai até onde dá
você tem que ser livre
para o que pintar
Nenhuma pessoa é lugar de repouso
Juntos chegaremos lá
_________________________________
Fiquei muito emocionada quando soube disso porque aquele poema cala fundo em mim, desde que o li pela primeira vez, e lá se vão possivelmente também uns 40 anos.
Sinceramente, acho que Nei Duclós deve ser mais lido, visitado, revisitado, habitado, citado, consagrado, etc.,etc.
Ele não me conhece, mas desde que li "OUTUBRO", em 1975 não deixei de me referir a ele como um poeta essencial. Gosto demais, quando ele diz : "Lento e bruto mudo. Sei que vem outubro."
Desde então, eu acesso essa frase para renovar forças, entender fraquezas, enfim, é uma frase de referência para mim. Não tenho como, nem porque explicar, AQUI, tamanha importância e impacto dessa frase em mim, mas tenho como e porque citá-lo uma ou mais vezes, AQUI!
Hoje, para iniciar a semana, estou postando outro poema dele. Mais um, que vale a pena ler, reler e reter!
Mais do poeta pode ser encontrado no link da postagem do poema anterior, "Carta ao Amigo."
Boa semana a todos!
_______________________________
SALVAÇÃO
Nei Duclós
Estar a salvo
não é se salvar
Como um navegador
que vai até onde dá
você tem que ser livre
para o que pintar
Nenhuma pessoa é lugar de repouso
Juntos chegaremos lá
_________________________________
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Belíssimo poema do Nei Duclós
CARTA AO AMIGO
Embora não acredites
estou tão habitado
que pareço um mar
Não só pelos peixes que possuo
das mais variadas espécies
não só pelas aves que me sobrevoam
Mas também pelas ilhas de corais
pelos arrecifes, pelos icebergs que em silêncio
navegam seus volumes submersos
E principalmente
pela quantidade de rios
que deságuam em mim
Estás longe
e lembrei teus olhos
cheios de medo e desconfiança
Hoje está chovendo
Quando chover
sei que vais sentar um pouco
reler teus manuscritos do tempo do colégio
e tentar fazer coisa nova
ou pior, sonhar com eles
até que um vazio incômodo
te derrube por terra
Quando chover, em vez de chorar
lembra de mim
que não cedi um palmo
Embora não acredites
estou tão habitado
que pareço um mar
Não só pelos peixes que possuo
das mais variadas espécies
não só pelas aves que me sobrevoam
Mas também pelas ilhas de corais
pelos arrecifes, pelos icebergs que em silêncio
navegam seus volumes submersos
E principalmente
pela quantidade de rios
que deságuam em mim
Estás longe
e lembrei teus olhos
cheios de medo e desconfiança
Hoje está chovendo
Quando chover
sei que vais sentar um pouco
reler teus manuscritos do tempo do colégio
e tentar fazer coisa nova
ou pior, sonhar com eles
até que um vazio incômodo
te derrube por terra
Quando chover, em vez de chorar
lembra de mim
que não cedi um palmo
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
De Octavio Paz
"Cada leitor procura algo no poema. E não é insólito que o encontre; já o trazia dentro de si."
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Um belo Blog, "O IMAGINÁRIO"
É só clicar no título desta postagem
ou ver a minha lista de IMPERDÍVEIS
ao lado direito.
Lindo e essencial Blog!
Parabéns, Márcia Sanchez Luz!
ou ver a minha lista de IMPERDÍVEIS
ao lado direito.
Lindo e essencial Blog!
Parabéns, Márcia Sanchez Luz!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Vale ler, pensar e agir! Aplausos, para Silvia Cohin
QUE FOME É ESTA?
Sylvia Cohin
Manchetes, protestos, assombro.
De repente sonhos e anseios de um fim de ano, desabam
sob chumaços de fumo negro vomitado sob o céu de um mundo
aturdido e sufocado pela náusea do ódio fratricida.
Os povos mais uma vez a guerrear pelos mesmos motivos...
Invocam deuses mas escudam-se neles para matar.
Os mesmos homens que pregam Justiça e Paz em nome de seu deus,
são capazes de levantar a arma e matar em nome dele também.
Salta aos olhos o silêncio assustador das religiões. O que dizem
suas vozes tíbias espalhadas pelo mundo, enquanto voam pelos ares
pedaços de gente, vísceras expostas e "propostas orquestradas"
como peças de um jogo sujo de azar... Azar de quem?
Se religiões não 'pegam em armas', onde seu Grito de Paz?
(Que diferença faria neste cenário de barbáries!)
Os homens, massa de manobra à mercê da "divindade" e do "poder",
ainda que à custa da destruição de quem seja,
entremeiam súplicas humanitárias... que patético
niilismo atávico, sob o governo da insanidade coletivizada!
Terão os deuses uma fome específica? Alimentar-se-ão dos mais fracos
e incultos?Beberão do cálice rubro de sangue no altar dos sacrifícios?
Quem dera Hoje, fôssemos melhores que Ontem, quando mal sabíamos
pensar, e matávamos para comer.
Quem dera as desditas importassem de fato...
Quem dera fossem outros, os marcos de fronteira
e o significado de 'ser igual'.
Certamente os Credos estariam cumprindo seu papel
para honra dos deuses que professam e não seria tão simples
manejar os cordéis do pensamento, nem os Povos.
A obscuridade do Bem e do Mal que nos habitam, “cega" a razão.
Que cegueira é essa que nos põe a todos tão vulneráveis?
Cada vez mais...
Esta é a GULA de uma Fome sem limites onde vale tudo,
menos a coragem de confessar:
"Na verdade, só me importa o Meu quintal".
Com isenção, ver-se-ia da moeda, as duas faces;
do bom senso, o aceno;
e bastaria uma fiel balança sob o Peso da Ponderação.
Se não há olhos nem ouvidos capazes de OUVER,
então seremos somente espectadores das guerras ou espectros da paz
porque a PAZ sonhada, passa por caminhos que o homem desconhece.
Não nos devore esta maldita fome que certamente, não é Divina.
Não me devore esta revolta inútil!
Sylvia Cohin
BRASIL, IX - I - MMIX
Sylvia Cohin
Manchetes, protestos, assombro.
De repente sonhos e anseios de um fim de ano, desabam
sob chumaços de fumo negro vomitado sob o céu de um mundo
aturdido e sufocado pela náusea do ódio fratricida.
Os povos mais uma vez a guerrear pelos mesmos motivos...
Invocam deuses mas escudam-se neles para matar.
Os mesmos homens que pregam Justiça e Paz em nome de seu deus,
são capazes de levantar a arma e matar em nome dele também.
Salta aos olhos o silêncio assustador das religiões. O que dizem
suas vozes tíbias espalhadas pelo mundo, enquanto voam pelos ares
pedaços de gente, vísceras expostas e "propostas orquestradas"
como peças de um jogo sujo de azar... Azar de quem?
Se religiões não 'pegam em armas', onde seu Grito de Paz?
(Que diferença faria neste cenário de barbáries!)
Os homens, massa de manobra à mercê da "divindade" e do "poder",
ainda que à custa da destruição de quem seja,
entremeiam súplicas humanitárias... que patético
niilismo atávico, sob o governo da insanidade coletivizada!
Terão os deuses uma fome específica? Alimentar-se-ão dos mais fracos
e incultos?Beberão do cálice rubro de sangue no altar dos sacrifícios?
Quem dera Hoje, fôssemos melhores que Ontem, quando mal sabíamos
pensar, e matávamos para comer.
Quem dera as desditas importassem de fato...
Quem dera fossem outros, os marcos de fronteira
e o significado de 'ser igual'.
Certamente os Credos estariam cumprindo seu papel
para honra dos deuses que professam e não seria tão simples
manejar os cordéis do pensamento, nem os Povos.
A obscuridade do Bem e do Mal que nos habitam, “cega" a razão.
Que cegueira é essa que nos põe a todos tão vulneráveis?
Cada vez mais...
Esta é a GULA de uma Fome sem limites onde vale tudo,
menos a coragem de confessar:
"Na verdade, só me importa o Meu quintal".
Com isenção, ver-se-ia da moeda, as duas faces;
do bom senso, o aceno;
e bastaria uma fiel balança sob o Peso da Ponderação.
Se não há olhos nem ouvidos capazes de OUVER,
então seremos somente espectadores das guerras ou espectros da paz
porque a PAZ sonhada, passa por caminhos que o homem desconhece.
Não nos devore esta maldita fome que certamente, não é Divina.
Não me devore esta revolta inútil!
Sylvia Cohin
BRASIL, IX - I - MMIX
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Um poema lindo, com link para mais poemas de Suzette Rizzo
ANSIEDADE
Suzette Rizzo
Certa ansiedade amarrota meus dias,
amortiza a poesia
e não quero mais
escrever trancos da vida,
insensatez de outro ser,
nenhuma nocividade ativa.
Contudo, não posso exterminar de vez
o pensamento que já não brota
como a nascente de um rio,
embora a alma não queira
turbulências imprevistas,
nem pavios acesos com carência afetiva.
Certa ansiedade
turva um pouco a vista
e dá nó de marinheiro,
unindo restos de inspiração
à paixão semi-afogada
nos mares da vida.
Eu quero mesmo um final definitivo
nesse delito repetido
e nunca mais a ousada perturbação
apontando a esquina,
expondo a fraude no sorriso.
Suzette Rizzo
Certa ansiedade amarrota meus dias,
amortiza a poesia
e não quero mais
escrever trancos da vida,
insensatez de outro ser,
nenhuma nocividade ativa.
Contudo, não posso exterminar de vez
o pensamento que já não brota
como a nascente de um rio,
embora a alma não queira
turbulências imprevistas,
nem pavios acesos com carência afetiva.
Certa ansiedade
turva um pouco a vista
e dá nó de marinheiro,
unindo restos de inspiração
à paixão semi-afogada
nos mares da vida.
Eu quero mesmo um final definitivo
nesse delito repetido
e nunca mais a ousada perturbação
apontando a esquina,
expondo a fraude no sorriso.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
O Sentimento sem nome"__Nei Duclós
"O que chamam de amor é um grupo infinito de sentimentos incompreensíveis, que formam um conjunto batizado por essa palavra. São como fibras de um cabo de luz ótica, visto depois de um corte.
Você olha o perfil e vê uma série de pontinhos, cada um fazendo parte de uma fibra. Como são intensas e vivem unidas, confundem os conceitos.
É costume chamar, indiscriminadamente, de amor uma série de sensações, unhas cravadas no coração indefeso, ou apenas rios de lava que percorrem o corpo, uns de maneira mais tépida, outros abrindo caminho com fúria.
É impossível separar cada fibra do feixe todo, por isso há tanta má vontade, na prática diária, em relação ao amor. Ou se abandona o sentimento (aquela fibra sem nome, que faz parte do conjunto, mas não é o amor, condomínio poderoso de inúmeras habitações) ou se convive muito mal com ele.
Como posso saber dessas coisas? Sei lá, às vezes a lua cheia está plena de recados."
Você olha o perfil e vê uma série de pontinhos, cada um fazendo parte de uma fibra. Como são intensas e vivem unidas, confundem os conceitos.
É costume chamar, indiscriminadamente, de amor uma série de sensações, unhas cravadas no coração indefeso, ou apenas rios de lava que percorrem o corpo, uns de maneira mais tépida, outros abrindo caminho com fúria.
É impossível separar cada fibra do feixe todo, por isso há tanta má vontade, na prática diária, em relação ao amor. Ou se abandona o sentimento (aquela fibra sem nome, que faz parte do conjunto, mas não é o amor, condomínio poderoso de inúmeras habitações) ou se convive muito mal com ele.
Como posso saber dessas coisas? Sei lá, às vezes a lua cheia está plena de recados."
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Fernando Pessoa/Ricardo Reis
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Meu 5º E Book, "MÃOS DE MIM"

Esta é a capa de meu 5º E Book, sempre editado pela
Del Nero Virtual Bookstore que faz uma editoração
séria e caprichada.
Para ler basta clicar no título da postagem,
depois clicar em EXECUTAR, sem medo
e quando aparecer nova mensagem para executar
pode clicar, sem medo de vírus.
Para "folhear" basta clicar com o mouse no
canto inferior da página à direita.
Estou muito feliz por mais esta realização!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
POEMA DA AMANTE__Adalgisa Néri (19o5-1980)
Poema da Amante
Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
_____________________________________________________
Mais sobre a autora, clique no título da postagem.
Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
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Mais sobre a autora, clique no título da postagem.
domingo, 19 de outubro de 2008
Psicanálise, Poesia e outras inteligências!
Clicando no título da postagem você
chega no Blog de Charles Fonseca, Psicanalista e poeta.
Vale a pena e este é para começarmos uma boa semana!
domingo, 5 de outubro de 2008
AQUI, UM VÍDEO MUITO INTERESSANTE!
Clicando no título da postagem,
você pode assistir um vídeo inteligente e reflexivo.
Tem um minuto de duração!
Vale assistir!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Trecho essencial de uma carta de Clarice Lispector
"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias.
Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo."
Clarice Lispector (1947 Berna - Suiça /Carta à irmã)

_________________________________________________________
PARA LER A CARTA NA ÍNTEGRA, CLIQUE NO TÍTULO DA POSTAGEM!
Imperdível!
____________________________________________________________
Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades — depois disso fica-se um pouco um trapo."
Clarice Lispector (1947 Berna - Suiça /Carta à irmã)

_________________________________________________________
PARA LER A CARTA NA ÍNTEGRA, CLIQUE NO TÍTULO DA POSTAGEM!
Imperdível!
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sábado, 27 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
RECOMENDO!!!
"Conhecer a verdade é aspiração humana inata. O ser humano tem sede de verdade. Vai buscá-la nas encostas do mundo e nos recôncavos de seu espírito. Descobrir a verdade é conquista alvissareira. Compensa atravessar vigílias e trilhar veredas para chegar à verdade.
Uma das angústias humanas é não alcançar o manancial da verdade. Enquanto existir verdade encoberta, o ser humano vive inquieto. A verdade clareia a vida."
---
Trecho do Livro de Juvenal Arduini,
"ANTROPOLOGIA OUSAR PARA REINVENTAR A HUMANIDADE", Pag.52
---
domingo, 21 de setembro de 2008
"SONHO DOMADO"__Thiago de Melo
"Sei que é preciso sonhar.
Campo sem orvalho, seca
A frente de quem não sonha.
Quem não sonha o azul do vôo
perde seu poder de pássaro.
A realidade da relva
cresce em sonho no sereno
para não ser relva apenas,
mas a relva que se sonha.
Não vinga o sonho da folha
se não crescer incrustado
no sonho que se fez árvore.
Sonhar, mas sem deixar nunca
que o sol do sonho se arraste
pelas campinas do vento.
É sonhar, mas cavalgando
o sonho e inventando o chão
para o sonho florescer".
Campo sem orvalho, seca
A frente de quem não sonha.
Quem não sonha o azul do vôo
perde seu poder de pássaro.
A realidade da relva
cresce em sonho no sereno
para não ser relva apenas,
mas a relva que se sonha.
Não vinga o sonho da folha
se não crescer incrustado
no sonho que se fez árvore.
Sonhar, mas sem deixar nunca
que o sol do sonho se arraste
pelas campinas do vento.
É sonhar, mas cavalgando
o sonho e inventando o chão
para o sonho florescer".
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
HOMENAGEM
Da Del Nero Virtual Bookstore recebi uma bela homenagem.
Agradeço, emocionada, pelas palavras e pela
postagem de todos meus E Books.
Para você visualizar a homenagem, é só clicar
no título desta postagem ou copiar e colar o endereço abaixo:
http://delnerobookstore.blog.terra.com.br:80/gilia_gerling
Agradeço, emocionada, pelas palavras e pela
postagem de todos meus E Books.
Para você visualizar a homenagem, é só clicar
no título desta postagem ou copiar e colar o endereço abaixo:
http://delnerobookstore.blog.terra.com.br:80/gilia_gerling
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Meu 4º E Book, " LETRARTES"

Clicando no título da postagem, você chega no meu mais recente E Book, sempre editado pela Del Nero Book Store.
Não tenha medo de vírus. Clique e quando vier a mensagem perguntando se quer EXECUTAR opte pelo OK e depois virá mais uma mensagem perguntando o mesmo. Clique novamente, sem receio.
Gostei do resultado da minha mais nova cria!
Gosto da dança das letras....
Bom fim de semana a todos!
sábado, 9 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
" É Preciso Não Esquecer Nada"
De Cecília Meireles
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
_________
Mais maravilhas de Cecília Meireles?
Clique no título da postagem.
É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
_________
Mais maravilhas de Cecília Meireles?
Clique no título da postagem.
domingo, 3 de agosto de 2008
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